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O que as mulheres devem aprender com a Nice de Segundo Sol

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Nice

As mulheres formam a maior parte da população no Brasil. Mas milhões delas ainda são vistas como cidadãs de segunda categoria.

Não apenas no mercado de trabalho, mas também em casa. O machismo faz com que muitas esposas sejam tratadas de maneira desrespeitosa pelos maridos.

Na ficção, temos o exemplo de Nice, a dona de casa triste e amargurada vivida por Kelzy Ecard na novela Segundo Sol.

Ela é vítima da arrogância e do preconceito do marido, Agenor (Roberto Bonfim).

O brucutu gostaria de tê-la 24 horas como escrava, para lavar, passar, cozinhar e ainda aturar seu mau humor.

Quando Nice decide vender marmitas para aumentar a renda familiar, Agenor tem um ataque histérico e destrói as quentinhas.

Após fazer de tudo para impedir Nice de ir trabalhar no mesmo restaurante onde é assistente de salão, o marido chega a sabotar a comida da mulher para forçar sua demissão.

Sempre chorosa e com medo das reações violentas do pai de suas filhas, Nice oscila entre a submissão e o desejo de ganhar a liberdade.

Falta a ela uma dose generosa de amor próprio. Nenhuma mulher deve se sujeitar aos maus tratos de um homem, seja ele marido, namorado, pai, irmão ou patrão.

É imprescindível não se calar diante de uma agressão verbal ou física. Pois quando o homem não é devidamente punido, pode se acostumar a agir errado.

Como a novela mostra, a grande arma de uma mulher é sua independência financeira: não depender do sustento de ninguém a faz uma pessoa forte e autônoma.

Assim, pode mandar na própria vida. Não será refém de homem nenhum. Consequentemente, terá maior autoestima e alegria de viver.

Aos poucos, Nice vai conquistar o controle da própria existência e se convencerá de que é uma mulher de talento, merecedora do sucesso e de ser valorizada por todos.

O público pode aprender com a personagem essa importante lição múltipla: tenha seus próprios objetivos, batalhe por sua liberdade, seja autossuficiente e não permita que ninguém a maltrate.

Depois de tanto sofrimento, Nice enfim descobrirá que nasceu para ser feliz.

Na vida real, toda mulher oprimida tem o mesmo direito à felicidade.

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