Enquete

Qual sentimento está em falta em você?

Alerta à sua saúde: saiba a diferença entre tristeza e depressão

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Depressão

Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas sofram de depressão. No planeta, são mais de 350 milhões de depressivos diagnosticados.

Já é a doença mais incapacitante da atualidade. Por isso, passou a ser chamada de ‘Mal do Século’.

Dr. Alfredo Maluf Neto, psiquiatra do Núcleo de Medicina Psicossomática do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, esclarece dúvidas a respeito da depressão.

São informações valiosas para qualquer pessoa que já tenha sentido uma tristeza prolongada, além do habitual, ou se encontre em tratamento contra o distúrbio emocional.

As pessoas confundem tristeza e depressão. Qual a diferença?
A tristeza faz parte dos nossos sentimentos e emoções. É “normal” passarmos por momentos ou algum período de tristeza, por exemplo, quando sofremos perdas ou frustrações. Quando o grau de sofrimento é grande e começa haver prejuízo na nossa capacidade funcional, aí começamos a pensar em um quadro patológico. A depressão é uma doença psiquiátrica cuja alteração principal é o humor ou afeto deprimido e, geralmente, acompanhada por alterações das atividades e com outros sintomas secundários, facilmente compreendidos no contexto das alterações.

Como identificar o comportamento de um deprimido? Quais são os principais sintomas?
O humor (tristeza) está presente na maior parte do tempo, acompanhado de redução da energia e diminuição da atividade. Ocorre também redução da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante. Observa-se em geral problemas do sono e diminuição do apetite, diminuição da autoestima e da autoconfiança e frequentemente ideias de culpabilidade.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é predominantemente clínico, ou seja, depende de uma avaliação de um profissional da área (psiquiatra ou psicólogo). Exames podem ajudar, mas o essencial é a avaliação feita por esses profissionais.

Quais os fatores de risco para a depressão?
Alguns fatores são: uma tendência da pessoa em experimentar negativamente as sensações; traumas na infância; eventos estressantes na vida; fatores genéticos; doenças crônicas ou incapacitantes; presença de outras doenças psiquiátricas.

O nível econômico/ classe social tem impacto na maior ou menor incidência da doença?
Sim, pois os grupos sociais de menor poder aquisitivo estão mais expostos a eventos estressantes e adversos ao longo da vida, além de menor acesso à saúde, tanto física quanto mental.

Quais são as principais causas? A doença está relacionada sempre e apenas ao emocional? Qual o impacto genético?
As causas são múltiplas: fatores genéticos e fisiológicos, por exemplo, familiares de primeiro grau de indivíduos com depressão têm riscos de duas a quatro vezes mais elevado de desenvolver depressão. Causas psicológicas como experiências adversas na infância e ambientais como eventos estressores podem desencadear a patologia.

Há cura para depressão ou ela é crônica?
Atualmente fala-se em remissão completa dos sintomas e possível manutenção do tratamento a longo prazo.

Quanto tempo dura um tratamento contra a doença?
Geralmente, sendo um primeiro episódio depressivo, entre um a dois anos de tratamento.

(Fonte: Site do Hospital Albert Einstein)

Últimas NotíciasAs Mais Lidas